|The Chatterbox|

04/17/2002 Entry: "Heartburn"

Parece que a rádio de Berkeley que estou ouvindo [KALX 90.7] só está tocando coisas dos anos 80. Ou é só uma impressão, depois de viajar no tempo assistindo o filme do Mike Nichols - Heartburn - ontem na tv. O filme é de 1986, é então dá pra ver as modas da época - a Meryl Streep vestindo aqueles blasers largos, com mangas enroladas, colares grandes e camisas de colarinho grande e abotoadas até em cima. Numa cena na hairstylist [ onde a tonta da personagem principal se toca que o marido anda pulando a cerca] aparece um relógio de pulso digital, que foi um must na época! Eu já tinha esquecido dessas cafonices, mas deu sôdade........

O filme é meio chato porque eu não gosto da Meryl Streep e ela encarna a Nora Ephron [que é a roteirista do romance e filme autobiográfico], que peloamordedeus, deveria ser uma completa boboca. Casa-se com o jornalista Carl Bernstein [o do caso Watergate], vivido no filme pelo sempre-cara-de-sacana Jack Nicholson. Ela passa os anos de casada apaixonada e tendo filhos e ele botando chifre nela, com outra jornalista. Que história porre! Mas o filme é legal por causa do Jack Nicholson. E ainda dá pra relembrar dos anos 80!

Eu não tô com impressão não! A rádio de Berkeley está anos 80 hoje! E tocando The Smiths neste exato momento.... E eu sonhando com Talking Heads e tal. A coisa hoje está nostalgica!




3 comentários

Oi Fezoca,

Também já vi esse filme e, mais de uma vez! hehehehe

beijoca

Lu @ 04/18/2002 09:57 PM




Oi, Fer!

Esse filme tem um significado especial para mim.

Quando assisti pela primeira vez, nem pensava em ser mãe. Eu ainda estava aprendendo a ser filha (aliás, ontem fui informada que fui reprovada na matéria). E na cena final, em que ela canta para a filha no avião me deu um nó na garganta e eu descobri que teria que ser mãe um dia e teria que cantar para um(a) filho(a).

O tempo passou e milhares de reviravotas depois, um dia Pedro voltou da escola e veio todo contente me mostrar o que havia aprendido na creche aquele dia. Era a versão em português da tal música e eu caí de joelhos diante dele e comecei a chorar copiosamente. E choro sempre, como agora, quando lembro desta história boba.

Em qualquer descrição que eu faça de mim mesma, a partir daquela cena daquele filme, preciso dizer que sou uma mãe. E já era antes mesmo de ser.

Sei que você entende.

Beijo,

CC

Carla Cintia @ 04/18/2002 10:50 AM




Somente um comentário a respeito do seu blog : MARAVILHOSO!

Zarathustra @ 04/18/2002 02:58 AM






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